Primeiro passo: achar um texto
que gostássemos. Vários livros infantis, histórias da Coleção Disquinho...e veio à
lembrança a Coleção Vovô Felício.
Já de imediato vimos que teríamos
que fazer adaptações pois o texto continha referências de época e modo de
viver que não condiziam muito com a atualidade. Bom....depois de fazermos essas
adaptações e chegarmos a um texto de trabalho, começamos as improvisações em
cima do mesmo, o que foi gerando outras modificações até chegarmos ao texto
final utilizado na “contação”. Nesse momento do processo nos confundíamos, às
vezes, se queríamos fazer uma peça teatral infantil ou apenas a contação em si
da história. Oras perdendo o foco, chegamos a uma definição: sería uma
contação! E assim corrigímos nosso rumo no projeto. Aí deparamos com o
cenário. Deveria ser algo que não requeresse palco e fácil de transportar pela
trupe. Foi um tal de freqüentar lojas de materiais de ferragens e elétricos, lojas de tecidos,
lojas de utilidades, até chegarmos ao painel que representaria o quarto de Lia,
uma das personagens do conto. Embora o projeto já estivesse em fase de
conclusão, não havíamos ainda verificado a questão de direitos autorais.
Tentamos localizar a Editora em questão, mas não havia mais nenhum registro da
mesma. Foi então que o "santo" Google deu um caminho: o contato dos filhos de
Vicente Guimarães, o autor da história. Com coragem, telefonamos e fomos super bem
recebidas. Trocamos contatos, enviamos o texto modificado para apreciação dos
filhos e obtivemos a autorização para contarmos as histórias da Coleção Vovô
Felício. Obrigada à família.
Tivemos alguns obstáculos , devido
a assuntos pessoais, porém tudo só serviu para amadurecer o grupo numa estrutura
de profissionalismo, onde independentemente de fatores externos, o projeto
segue adiante. Hoje temos uma estrutura de atores que se revezam nos papeis de
Lia e Dedé atendendo as demandas de apresentações.
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